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Mariângela

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Data de publicação: 17/06/2014 Comentários

O DIAGNÓSTICO CORRETO

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por: Luciano Nogueira

médico neurologista

O povo do Itaquerão bradou "Dilma, VTNC!" - e isso todos vocês já sabem.
Como o Governo Dilma é muito ruim em gestão de saúde (entre outras ruindades e maldades), fez mais uma vez o diagnóstico errado. Diagnosticaram "falta de educação" com a Presidanta. 
Educação (do latim "educations") - no sentido formal - é todo o processo contínuo de formação, ensino e aprendizagem. No sentido técnico, a educação é o processo contínuo de desenvolvimento das faculdades físicas e intelectuais do ser humano, a fim de melhor se integrar na sociedade ou no seu próprio grupo. Até aqui, não falta educação ao povo do Itaquerão. 
Se pensarmos em educação no sentido de socialização, até sobrou educação, pois a massa logo entendeu que teria ali uma bela oportunidade de dar o recado entalado na garganta: 
- Dilma, nós não te suportamos mais, não confiamos no teu governo e não acreditamos que tu possas colocar o Brasil no caminho que desejamos!
Se o conceito de educação for o de ensino-aprendizagem, também não houve falta de educação. Aprendemos com as experiências passadas que ao ficarmos quietos e nos mantermos polidos recebemos um País medíocre de políticos que acham que tudo podem.
O DIAGNÓSTICO CORRETO, Presidanta Dilma, é FALTA DE RESPEITO. O povo do Itaquerão não tem mais respeito por ti - te despreza. 
O conceito de respeito está relacionado a um sentimento positivo de estima por uma pessoa ou para uma entidade (como uma nação, uma Presidente, etc.). Respeito também pode ser um sentimento específico de consideração pelas qualidades reais do respeitado. Nem em um caso (sentimento positivo de estima por ti), nem em outro (sentimento de consideração pelas tuas qualidades), te respeitamos.
Eu sou o povo do Itaquerão. Sou homem, branco, classe média e educado. Não sou elitista, machista, homofóbico, reacionário, conservador ou racista como querem definir o povo do Itaquerão. Sou brasileiro, trabalhador, honesto, patriota e libertário. Estou longe de ser mal educado.
Tenho duas mulheres maravilhosas em casa, pelas quais tenho o maior respeito. Respeito os meus pais de forma inquestionável. Respeito o Brasil. Respeito a nossa bandeira. Respeito a seleção brasileira. Respeito a família. Respeito os meus clientes. Respeito os seres humanos independente de etnia, cor da pele, poder econômico, sexo ou com quem e como se relaciona sexualmente. Mas tu, Dilma, o teu partido e o Lula, eu não respeito.
Vocês nos desreipeitam diariamente, usando de métodos Gramscistas - em uma tomada velada do Poder através de métodos populistas e fascistas - fazendo da população menos educada idiotas úteis.
Portanto, Dilma: VTNC!






Data de publicação: 17/06/2014 Comentários

Coincidências, vereador?

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Inevitável comparar o texto publicado na edição de 13.06.14 do DIARINHO, na seção Cartas do Leitor, de autoria do vereador de Itajaí, Thiago Morastoni, com a publicação do colunista Nizan Guanaes na Folha, em 13.05.14, portanto, há 30 dias. Após a leitura da contribuição do vereador, uma dúvida perversa fica no ar: quanto de semelhança faz uma obra ser cópia de outra? Outra questão se impõe: existem coincidências autorais, haja vista o afloramento das emoções em comum que dividem apoiadores e críticos da copa da Fifa no Brasil? Para que o leitor do DIARINHO entenda do que estou falando, eis aqui os parágrafos que me chamaram a atenção.
 
TM: Nós evoluímos de um povo apático e imóvel para um novo brasileiro, que começou a protestar e a cobrar.
NG: Nós evoluímos para um novo brasileiro, que começa a cobrar, que aprende a protestar.
 
TM: Se erramos, ao trazer a copa do Mundo para o Brasil, esses erros já foram cometidos e não será agora que vamos resolvê-los. Teremos tempo para isso. O tempo certo.
NG: Essas são falhas que teremos bastante tempo para discutir depois da Copa do Mundo e que tivemos muito tempo para discutir antes dela.
 
TM: Não faz sentido achar que festa de aniversário do filho é hora adequada para marido e mulher discutirem a relação, em frente a todos os convidados.
NG: Mas não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação, brigarem diante dos convidados.
 
TM: Nosso Brasil avançou muito nos últimos 20 anos e, apesar de todos os desafios econômicos, estamos nos firmando como uma grande potência mundial.
NG: O Brasil é um país que, apesar de todos os seus desafios econômicos, se firma como uma grande economia mundial. Apesar das graves deficiências, avançamos muito nos últimos 20 anos.
 
TM: Protestos acompanhados de baderna, desordem e violência durante a copa do Mundo vão refletir de maneira sem precedentes na situação do nosso país, especialmente na maneira como o mundo nos vê, na atração de investimentos e no nosso processo de desenvolvimento econômico.
NG: Badernas, desordem, violência e caos em qualquer época são condenáveis. Durante uma Copa do Mundo, é algo que vai refletir de maneira sem precedentes na situação de nosso país. Vai refletir na maneira como o mundo nos percebe, vai refletir nas nossas empresas, na nossa capacidade de atrair capital e talentos.
 
Nada mais tenho a dizer.
Mariângela Franco
Jornalista






Data de publicação: 01/06/2014 Comentários

História de uma folha

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Léo Buscaglia
Era uma vez uma folha, que crescera muito. A parte intermediária era larga e forte, as cinco pontas eram firmes e afiladas. Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande, perto do topo de uma árvore alta.
A Folha estava cercada por centenas de outras folhas, iguais a ela. Ou pelo menos assim parecia.
Mas não demorou muito para que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore.
Alfredo era a folha mais próxima. Mário era a folha à sua direita. Clara era a linda folha por cima. - Todos haviam crescido juntos. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, esquentar indolentemente ao sol do verão, a se lavar na chuva fresca. Mas Daniel era seu melhor amigo.
Era a folha maior no galho e parecia que estava lá antes de qualquer outra. A Folha achava que Daniel era também o mais sábio. Foi Daniel quem lhe contou que eram parte de uma árvore.
Foi Daniel quem explicou que estavam crescendo num parque público. Foi Daniel quem revelou que a árvore tinha raízes fortes, escondidas na terra lá embaixo. Foi Daniel quem falou dos passarinhos que vinham pousar no galho e cantar pela manhã. Foi Daniel quem contou sobre o sol, a lua, as estrelas e as estações.
A primavera passou. E o verão também. Fred adorava ser uma folha. Amava o seu galho, os amigos, o seu lugar bem alto no céu, o vento que o sacudia, os raios do sol que o esquentavam, a lua que o cobria de sombras suaves.
O verão fora excepcionalmente ameno. Os dias quentes e compridos eram agradáveis, as noites suaves eram serenas e povoadas por sonhos. Muitas pessoas foram ao parque naquele verão. E sentavam sob as árvores. Daniel contou à Folha que proporcionar sombra era um dos propósitos das árvores.
-- O que é um propósito? - perguntou a Folha.
-- Uma razão para existir - respondeu Daniel.
-- Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão para existir. Proporcionar sombra aos velhinhos que procuram escapar do calor de suas casas é uma razão para existir.
A Folha tinha um encanto todo especial pelos velhinhos. Sentavam em silêncio na relva fresca, mal se mexiam. E quando conversavam eram aos sussurros, sobre os tempos passados. As crianças também eram divertidas, embora às vezes abrissem buracos na casa da árvore ou esculpissem seus nomes. Mesmo assim, era divertido observar as crianças. Mas o verão da Folha não demorou a passar. E chegou ao fim numa noite de inverno.
A Folha nunca sentira tanto frio. Todas as outras folhas estremeceram com o frio. Ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante se derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol. Mais uma vez, foi Daniel quem explicou que haviam experimentado a primeira geada, o sinal que era o inverno que estava chegando.
-- Por que ficamos com cores diferentes, se estamos na mesma árvore? - perguntou a Folha.
-- Cada um de nós é diferente. Tivemos experiências diferentes. Recebemos o sol de maneira diferente. Projetamos a sombra de maneira diferente. Por que não teríamos cores diferentes? Foi Daniel, como sempre, quem falou. E Daniel contou ainda que aquela estação maravilhosa se chamava inverno. E um dia aconteceu uma coisa estranha.
A mesma brisa que, no passado, os fazia dançar começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo. Todas as folhas ficaram assustadas.
-- O que está acontecendo? - perguntaram umas às outras, aos sussurros.
-- É isso que acontece no inverno - explicou Daniel - É o momento em que as folhas mudam de casa. Algumas pessoas chamam isso de morrer.
-- E todos nós vamos morrer?- perguntou Folha
-- Vamos sim - respondeu Daniel - tudo morre. Grande ou pequeno, fraco ou forte, tudo morre. Primeiro cumprimos a nossa missão. Experimentamos o sol e a lua, o vento e a chuva. Aprendemos a dançar e a rir. E, depois morremos.
-- Eu não vou morrer! - exclamou Folha, com determinação - Você vai, Daniel?
-- Vou sim... Quando chegar meu momento.
-- E quando será isso?
-- Ninguém sabe com certeza. - respondeu Daniel
A Folha notou que as outras folhas continuavam a cair. E pensou: "Deve ser o momento delas". Ela viu que algumas folhas reagiam ao vento, outras simplesmente se entregavam e caíam suavemente Não demorou muito para que a árvore estivesse quase despida.
-- Tenho medo de morrer. - disse Folha a Daniel - Não sei o que tem lá embaixo.
-- Todos temos medo do que não conhecemos. Isso é natural. - disse Daniel para animá-la - Mas você não teve medo quando a primavera se transformou em verão. E também não teve medo quando o verão se transformou em outono. Eram mudanças naturais. Por que deveria estar com medo da estação do inverno?
-- A árvore também morre? - perguntou - Para onde vamos quando morrermos?
-- Ninguém sabe com certeza... É o grande mistério.
-- Voltaremos na primavera?
-- Talvez não, mas a Vida voltará.
-- Então qual é a razão para tudo isso? - insistiu a Folha - Por que viemos pra cá, se no fim teríamos de cair e morrer?
Daniel respondeu no seu jeito calmo de sempre:
-- Pelo sol e pela lua. Pelos tempos felizes que passamos juntos. Pela sombra, pelos velhinhos, pelas crianças. Pelas cores do outono, pelas estações. Não é razão suficiente?
Ao final daquela tarde, na claridade dourada do crepúsculo, Daniel se foi. E caiu a flutuar. Parecia sorrir enquanto caía.
-- Adeus por enquanto. disse ele à Folha.
E depois, a Folha ficou sozinha, a única folha que restava no galho. A primeira neve caiu na manhã seguinte. Era macia, branca e suave. Mas era muito fria. Quase não houve sol naquele dia... E foi um dia muito curto. A Folha se descobriu a perder a cor, a ficar cada vez mais frágil. Havia sempre frio e a neve passava sobre ela. E quando amanheceu veio vento que arrancou a Folha de seu galho.
Não doeu. Ela sentiu que flutuava no ar, muito serena. E, enquanto caía, ela viu a árvore inteira pela primeira vez. Como era forte e firme! Teve a certeza de que a árvore viveria por muito tempo, compreendeu que fora parte de sua vida. E isso deixou-a orgulhosa. A Folha pousou num monte de neve. Estava macio, até mesmo aconchegante. Naquela nova posição, a Folha estava mais confortável do que jamais se sentira.
Ela fechou os olhos e adormeceu. Não sabia que a primavera se seguiria ao inverno, que a neve se derreteria e viraria água. Não sabia que a folha que fora, seca e aparentemente inútil, se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte. E, principalmente, não sabia que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas de primavera.
 






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