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Data de publicação: 17/02/2015 Comentários

A Magia do Circo

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A Magia do Circo
Luiz Henrique da Silveira – Senador da República
Gabriel Garcia Marquez, em Cem Anos de Solidão, retrata a emoção das pessoas toda vez que o circo chegava à longínqua e pequenina Macondo. Nos meus tempos de infância, Florianópolis não era tão pequena como a imaginária vila colombiana, mas a chegada do circo provocava o mesmo alarido.
Lembro-me bem quando chegou o circo Irmãos Queirolo (das famílias espanholas Izquierdo e Cairolo), a emoção que provocou em mim, menino de seis anos, com aquele desfile colorido de artistas e animais.
Aquele circo foi escola de dois dos nossos maiores atores: Procópio e Bibi Ferreira. O pai era o palhaço, e a filha (cujo nome original é Abigail Izquierdo Ferreira), pequenina, já assombrava equilibrando-se no arame.
Com o império do cinema e da televisão, houve quem decretasse o fim do circo, mas ele sobrevive porque tem as mesmas raízes da civilização. Placas cuneiformes revelam que há sete mil anos já se praticavam acrobacias para entretenimento das pessoas.
O Coliseu (ou Colosseo, como o chamavam os romanos), substituiu o Circus Máximus, depois do incêndio que o destruiu. Foi construído para espetáculos que, mais tarde derivaram, lamentavelmente, em flagelo dos cristãos. Em todos os povos da antiguidade – egípcios, chineses, indus, árabes, gregos – a história registra o costume de espetáculos circenses.
O nomadismo do circo firmou-se na Idade Média, quando artistas viajavam em carroções, de cidade em cidade, para encantar populações que não tinham o mínimo de lazer.
Mas o circo moderno, juntando espetáculos de humor, acrobacia, equilíbrio, encenados por humanos e animais, tem origem relativamente recente. Foi um militar de cavalaria, habilíssimo na arte de fazer piruetas sobre cavalos, quem criou a versão moderna do circo.
No dia 9 de Fevereiro de 1768, o inglês Philipp Astley inaugurou, em Londres, o que chamou de “Royal Amphitheatre of Arts” (Anfiteatro Real das Artes). Inicialmente, era para apresentações de habilidades equestres. Mas, em seguida, introduziu espetáculos de palhaços, saltimbancos, malabaristas, além de números com artistas e animais domesticados.
Números como os do arame, do trapézio e do globo da morte deram longevidade ao circo, que se afirma em novas versões de espetáculos com cor, luz e movimento, no “Cirque du Soleil”, no de Moscou e de Pequin.
Aqui, o circo foi o sonho realizado do inesquecível Beto Carrero. Fiel à habilidade na montaria de Philipp Astley, ele criou um personagem marcante, com o peão no cavalo empinado, estalando o chicote.
Beto não criou apenas seu parque, na versão brasileira mais próxima da Disneyland. Criou o melhor circo do País, com artistas eméritos, recrutados em todo o mundo, ou formados na escola circense, que ele criou. Trouxe lá do interior de São Paulo, da fazenda onde passou a infância, a paixão pelos cavalos. Publicitário de uma criatividade sem limites, criou um herói do velho oeste, valente, justiceiro, prá encantar as crianças com sua performance contra os bandidos.
Com aquele quadro, Beto traçou o que é mais reclamado no Brasil de hoje: o triunfo do bem e da justiça.Cavaleiro, domador, apresentador, criador, Beto foi a própria alma do circo, que, agora, sob o comando competente do filho, Alexandre Murad, dá uma versão lúdica dos animais, com o espetáculo “Madagascar”.






Data de publicação: 17/02/2015 Comentários

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Autran Dourado

Nenhum sonho é impossível,
o pensamento nasce de um sonho,
o sonho é um pensamento
que ainda não encontrou a sua forma.







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